Experiência Digital

Experiência digital de crescimento: como iniciar do jeito certo

Escrito por: 
Ewerton Marques
5/5/2018
  ⋅  
Atualizado: 
8/5/2018

Se o site da sua empresa parece desatualizado, apresenta uma experiência confusa, é impossível de acessá-lo por celulares ou tablets, são sinais claros que você precisa realizar um redesign no seu site com urgência. Ou, se você ainda não tem um site, esse conteúdo vai te ajudar a encontrar o caminho certo.

As próprias palavras “redesign do site” muitas vezes provocam medo e desinteresse por alguns membros das empresas. Muitas pessoas associam a um processo doloroso e prolongado, criar um novo site que confunde os clientes e possui muitos dos problemas com os quais começou. A verdade é que o processo tradicional de design do site precisa de um novo design.

Problemas com o modelo tradicional

O ciclo tradicional de redesign do site acontece a cada dois ou três anos. O processo começa com um longo período de planejamento, pesquisa de usuários e definição de requisitos que geram um conjunto de wireframes e mapas de conteúdo.

Em seguida, vem o desenvolvimento, seguido do lançamento, ponto em que todos cruzam os dedos e esperam que o novo site faça um trabalho melhor de apoiar os objetivos de negócios da empresa, até a próxima reformulação alguns anos depois.

O modelo tradicional também é baseado em uma abordagem de design “desktop-first”: os designers começam com toda a complexidade que desejam incluir em um site para telas de desktop ou laptop de tamanho normal. Em seguida, eles eliminam recursos e conteúdo para criar versões do site para telas menores, em uma abordagem conhecida como degradação elegante.

Então, o que há de errado com o status quo?

  • É lento e caro. O site de pequenas e médias empresas leva em média 3 meses para ser lançado e custa entre R$ 10 mil a R$ 80 mil, de acordo com pesquisas realizadas e tabelas de agentes digitais. Entretanto, o redesign de sites corporativos podem levar ainda mais tempo, em média de 3 a 6 meses, o que significa que os recursos podem estar desatualizados ou fora de tendência no momento em que o site for lançado.
  • É de alto risco. Isso exige um investimento significativo de tempo e recursos e, como geralmente não há testes de usuário ao vivo do novo site antes do lançamento, não há garantia de que o novo design realmente ajudará você a atingir as metas de negócios. Após o lançamento, muitas vezes há pouca flexibilidade para fazer alterações e para acomodar novas necessidades da empresa.
  • Pensa tarde demais nos dispositivos móveis. Com as pessoas gastando cerca de 67% de seu tempo em dispositivos móveis, em comparação com 33% que utilizam computadores e laptops, uma experiência ruim com dispositivos móveis pode representar uma ameaça real e imediata à reputação da sua marca e influenciará suas vendas. Diante desses desafios, algumas empresas estão adotando uma abordagem mais moderna para o design de sites, que enfatiza melhorias incrementais, otimizações baseadas em dados e experiências contínuas.

Experiência digital de crescimento: Escala e flexibilidade

Em vez de visualizar seu website com uma cartão digital estático, a experiência digital de crescimento o trata como um organismo dinâmico e vivo, que deve crescer e se adaptar ao seu negócio.

Assim, como o processo tradicional, a experiência digital de crescimento inicia com uma fase de estratégia, mas as equipes de projeto tentam não ficar atoladas na estratégia por muito tempo. Reconhecendo que nenhum lançamento de site é impecável, eles implementam um novo design de site mais rapidamente, chamado site de lançamento rápido.

A partir daí, os designers testam, otimizam e repetem. Por meio desse ciclo, as empresas podem coletar dados reais sobre como o novo site está sendo usado e quais problemas precisam ser resolvidos. Eles planejam e desenvolvem melhorias no site, coletam dados para saber se as mudanças foram bem sucedidas e transferem essas lições para outras áreas da empresa, como vendas e marketing.

O design impulsionado pela experiência digital de crescimento oferece risco reduzido e menor tempo de lançamento, planejando melhorias contínuas. As apostas de um novo design são mais baixas e mais uniformemente distribuídas ao longo do tempo.

Com a experiência digital de crescimento, não há mais a necessidade de criar todos os recursos desejados ou otimização num design antes do lançamento. As empresas ganham a flexibilidade para otimizar continuamente os pontos de conversão e a experiência digital do cliente, além de adicionar recursos de personalização e recursos de marketing ao longo do tempo, tomando decisões informadas por dados reais dos seus visitantes.

Mobile First (Móvel Primeiro): Além do design responsivo

A capacidade de fazer atualizações incrementais e centradas nos visitantes do seu site é uma grande vantagem, mas não será muito útil se você ainda estiver pensando apenas em visitantes desktop.

O design mobile first é uma abordagem holística para projetar para um mundo com várias telas. Em vez de começar com uma experiência digital de tamanho completo e reduzí-la para telas menores de tablets e telefones celulares, pensar “primeiro para dispositivos móveis” significa projetar uma experiência avançada e expandir a partir dela.

Durante anos, o web design responsivo tem ganhado espaço como uma tática de design preferida, mas a abordagem mobile first leva isso mais além, usando a experiência móvel como um ponto de partida em vez de um último passo.

Em vez de aplicar os princípios de degradação elegante descritos acima, o design mobile first segue os princípios do aprimoramento progressivo, começando com uma experiência simples e universal que se parece e funciona bem nas telas pequenas e em funcionalidades avançadas que aparecem nas telas maiores.

O tamanho da tela não é a única consideração de design para dispositivos móveis. Os dispositivos móveis geralmente significam conectividade instável da internet, menor capacidade de computação e processamento de energia, condições de iluminação diferentes e usuários com maior probabilidade de estarem em movimento.

Esses desafios exigem que os primeiros projetistas de dispositivos móveis adotem uma abordagem implacável na priorização de conteúdo, removendo ou simplificando elementos que, de maneira prejudicial, aumentam o tempo de carregamento da página.

O design para visitantes reais e uma infinidade de dispositivos exige pesquisa e testes rigorosos entre dispositivos, mas vale a pena. Uma experiência de usuário impecável em várias telas aumentará as conversões e as vendas, removendo barreiras durante a jornada de compra.

Se você é um web designer e está lendo esse artigo  não quero que fique chateado comigo. Não estou dizendo que você não possa criar o seu site a partir do desktop, afinal, também há muitos casos em que muitos designers quando iniciam a criação pelo mobile, acabam deixando os sites pouco atrativos, pois acabam centralizando o conteúdo do mesmo e restringem o seu crescimento.

O que quero dizer é, pense antes de colocar a mão na massa, analise as funcionalidades e os recursos que serão utilizados. Pensar para dispositivos móveis primeiro é indispensável.

O caminho para as empresas modernas seguirem

À medida que smartphones, tablets, laptops e outros dispositivos habilitados para internet continuam a evoluir e a crescer, a necessidade de sites dinâmicos e flexíveis é ampliada. Os dados de visitantes específicos de dispositivos e plataformas têm o potencial de enriquecer ainda mais sua experiência na web e suas estratégias de vendas e marketing.

O design da experiência digital de crescimento e o mobile first andam de mãos dadas: ambos são inerentemente interativos e ambos enfatizam a importância crescente de ouvir seus clientes, aprender com eles e ter a capacidade de reagir. Mas você também não pode esquecer a experiência digital do cliente.

Até 2020, a experiência do cliente superará o preço e o produto como o diferenciador-chave da marca. 86% dos compradores pagarão mais para terem uma melhor experiência.

As empresas cujas prioridades digitais incluem um processo moderno de design de site que aplique UX (experiência do usuário), estratégias de design voltadas para o mobile e se importarem com a experiência digital do cliente serão capazes de se mover mais rápido, personalizar de forma mais eficaz e superar o crescimento dos atrasados concorrentes.

O seu site deve ser uma máquina de vendas, um vendedor autônomo que está 24 horas disponível para atender os clientes e entregar a melhor experiência.

Ewerton Marques

Co-fundador da Otimiza Digital, especialista em experiência digital e inbound marketing.

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